Chegou a hora de ir em busca de um financiamento para investir na casa própria, e além de buscar informações sobre as melhores condições do mercado, é fundamental entender a diferença entre as possíveis formas de pagamento de um financiamento, sendo assim, você evita que o sonho da casa própria se torne um pesadelo.

Composição de uma parcela

 

Geralmente os financiamentos imobiliários utilizam os mesmos componentes para determinar o valor das parcelas de quitação do empréstimo. São eles: valor do imóvel, taxas de juros aplicadas e os seguros. As taxas de juros são atreladas ao valor do imóvel e a quantidade de parcelas que o cliente optou, é uma forma de a instituição ser compensada pelo período que ela ficará sem o dinheiro que foi emprestado. Já os seguros dizem respeito a uma pequena porcentagem reservada para cobrir eventuais perdas financeiras em caso de morte ou dano imobiliário.

Amortização

 

No momento de contratar um financiamento imobiliário, você precisa escolher a forma como deseja quitar essa dívida. A redução do valor total de uma dívida através de pagamentos periódicos até sua quitação é conhecido como amortização. Cada instituição e tipo de financiamento pode adotar uma forma de amortização. Nesse artigo nós vamos abordar dois tipos de amortização: a Tabela Price e a Tabela Gradiente.

Tabela Price

 

A Tabela Price também conhecida como Sistema Francês de Amortização (SFA) é uma opção de amortização. Nesse sistema todas as parcelas ou prestações tem o mesmo valor até que a dívida seja quitada. Para calcular o valor das prestações, a Tabela Price considera o preço presente do imóvel escolhido, a taxa de juros aplicada a esse valor e o tempo para pagamento do valor total dessa dívida, sendo assim, o valor total da

parcela será a soma desses elementos dividido pela quantidade de prestações escolhida pelo cliente. É importante lembrar que as parcelas sofrerão pequenos reajustes referentes a inflação, considerando as taxas IPCA e IGPM.

No sistema da Tabela Price você paga juros em cima do valor do saldo devedor, esse saldo corresponde ao valor do imóvel. Uma parte da parcela é para pagamento do imóvel, e outra para o pagamento dos juros. Reduzindo-se o saldo devedor, diminuem também os valores referentes ao pagamento dos juros. Nesse caso, parte do valor das primeiras parcelas do financiamento sempre será para liquidar o percentual de juros.

Com o passar do tempo a parte de uma prestação que é dedicada ao pagamento dos juros irá diminuir, enquanto o valor dedicado a quitar o preço do imóvel irá crescer, no entanto, os valores das parcelas permanecerão os mesmo até que tudo seja quitado.

Tabela Gradiente

 

A Tabela Gradiente é outra opção de amortização. Nesse modelo, diferentemente da Tabela Price, há uma variação nos valores das parcelas, os valores são crescentes, ou seja, o cliente começa pagando uma quantia mais baixa e termina pagando uma quantia mais alta.

Nas primeiras parcelas, o valor é mais baixo do que o valor referente aos juros mensais em cima do total financiado. Isso quer dizer que inicialmente o cliente não estará pagando nem os juros do valor financiado. Assim o saldo devedor irá aumentar, e consequentemente os juros também serão maiores. No sistema de amortização da Tabela Gradiente o cliente terá que arcar com os pequenos aumentos básicos referentes à inflação, taxas IPCA e IGPM, e também com as taxas de juros mensais atreladas ao montante que resta da dívida.

Price x Gradiente

 

Os dois sistemas possuem suas vantagens e desvantagens. Escolher qual deles é o melhor, é uma tarefa impossível, porque se trata de uma escolha particular em que é

preciso analisar a realidade financeira de cada cliente e quais são suas prioridades de vida naquele momento.

A Tabela Price muitas vezes é escolhida por facilitar o planejamento financeiro, uma vez que o valor das parcelas mensais é o mesmo durante todo o financiamento, sofrendo apenas pequenas variações decorrentes da inflação. Isso ajuda bastante a deixar o orçamento nos trilhos, manter o compromisso com as parcelas em dias, além de evitar sustos com aumentos inesperados e futuras dívidas.

Em contrapartida, a Tabela Gradiente é interessante para pessoas que estão ascendendo profissionalmente, ou terão um bom aumento dos seus rendimentos em pouco tempo. No entanto é preciso analisar se o aumento de ganhos será suficiente para lidar com o aumento das futuras parcelas sem comprometer o orçamento.

Agora que você já sabe as diferenças desses dois tipos de amortização é importante colocar as contas na ponta do lápis, analisar sua renda e suas despesas para entender quais são as possibilidades e qual tipo de financiamento é mais atrativo de acordo com a sua realidade. Lembre-se de não fechar um contrato de financiamento sem antes fazer um planejamento financeiro e organizar o orçamento. Isso te ajuda a evitar dores de cabeça e endividamentos excessivos.

De qualquer forma, adquirir um lote para construir quase sempre é o melhor negócio para se alcançar a casa própria, uma vez que te dará margem para construir do seu jeito e no seu tempo.

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